Plenário Eleitoral do CpC 01/02/2020

Notas de síntese 

 

Os trabalhos começaram com a aprovação da mesa que ficou constituída por Clara Moura, (Presidente) Albertina Costa e Paulo Saraiva (Vogais). O plenário foi dividido em duas partes: 1) Prestar contas; fazer o balanço dos dois anos de mandato; 2) Plenário eleitoral; discussão programática.

1. Jorge Gouveia Monteiro (JGM), coordenador do movimento, fez o balanço das memórias destes dois anos. Começou por referenciar uma mensagem do José Dias, ausente do plenário por razões justificadas e recordou igualmente uma frase do início do seu mandato: a participação é a hemoglobina das cidades. Relembrou que nas folhas da paróquia vamos lendo as notícias camarárias e os truques que colocam a cidade à margem da democracia séria. Porque há uma astúcia pequenina que desconfia de todos os que querem fazer coisas novas na cidade. De modo que está na hora! Só vale a pena lutar por esta cidade se quisermos fazer desta luta a coisa melhor das nossas vidas. Então temos de ter ânimo. Mais gente e mais força.

Nos últimos dois anos, recordou JGM, não fizemos tudo o que queríamos, porque se calhar demorámos a encaixar o nosso desalento depois do resultado das eleições de 2017. Mas apesar disso, demos a volta e fizemos bastante:

– Com a Petição pela instalação da Nova Maternidade nos Covões, ganhámos a rua e arrastámos outras forças políticas para a mesma causa; a voz do CpC foi ouvida e não foi por acaso que fomos a única força política que foi ouvida pela ministra da saúde. É certo que não temos razões para dizer que ganhámos esta luta. Mas a batalha ainda não está encerrada.

– Na Campanha pela Arborização da cidade, uma ação de rua, com o labor e saber da Anabela Mariza Azul e do Adelino Gonçalves (que ajudaram a credibilizar esta ação) estamos ainda a marcar pontos. Mas a batalha ainda tem muitos frutos para dar. A população adere, os frutos são evidentes e as ações na Conchada, no Pinhal de Marrocos, na Elísio de Moura, na Pinheiro Chagas e outros locais, aí estão como prova.

– Fizemos campanha por Melhores e Mais Transportes com particular incidência em Assafarge e Antanhol e conseguimos colocar este tema no centro da discussão. Aqui também a batalha é grande e complexa. Mas hoje temos novas carreiras nomeadamente nas freguesias citadas, em Cernache, Antanhol e Almalaguês. Mas o CpC não quer uma rede de transportes só para ir ou regressar do trabalho. Queremos também transportes à noite que sirvam todas as populações e que  permitam a cultura e a diversão.

– Fizemos duas boas iniciativas sobre o tema Coimbra Cidade sem Medos. Ouvimos as comunidades, os grupos; ouvimos novas experiências doutras cidades, como o caso de Lisboa. Mas aqui também temos caminho a fazer na construção duma cidade mais acolhedora e inclusiva.

– Noutras situações tivemos o cuidado de ir às fontes buscar as informações necessárias, porque não gostamos de falar do que não conhecemos.  Fizemos contatos com a CIM- RC (Comunidade Intermunicipal da região Centro); com a Metro Mondego e Infraestruturas de Portugal (IP); com a equipa do Coimbra Capital da Cultura (que acolheu e bem as nossas sugestões); fomos ao ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) ao Choupal; fomos procurar saber das propostas sobre energia Foto Voltaica em Cernache.

– No que se refere à participação na AM e nas assembleias de freguesia, os nossos eleitos são escutados com atenção. Graça Simões, Serafim Duarte , Clara Moura, José João Lucas, Pedro Rodrigues, Anabela Marisa Azul são vozes escutadas atentamente na AM. E o mesmo poderemos dizer da participação dos nossos eleitos nas Assembleias de Freguesia (Santo António dos Olivais; União de Freguesias de Coimbra; União de Freguesias de Ribeira de Frades e  S. M. do Bispo; União de Freguesias de Santa Clara e C. Viegas; União de Freguesias de Eiras e S. P.de Frades. Temos consciência de que está nas nossas mãos fazer levedar este fermento que pode dar mais ânimo à cidade. Por isso temos de olhar crítica e construtivamente o nosso trabalho.

Depois deste balanço outros militantes do CpC teceram alguns comentários. 

Esperança Ramos salientou que de facto temos melhores transportes em Assafarge Antanhol; 

José Vieira Lourenço destacou isso também mas referindo a necessidade de capitalizar essa conquista já que a população local reconhece que o nosso trabalho foi importante;

 José João Lucas referiu algumas coincidências no que se refere à campanha de arborização da cidade, dando como exemplo a nossa ida à Avenida Elísio de Moura, já que nessa altura a CMC anunciou logo um largo projeto de alteração naquela avenida; informou ainda que as nossas propostas na CPCJ são agora acolhidas e que em 21 de Abril teremos no IPDJ cerca de 150 jovens das escolas de Coimbra a debater o tema que o CpC tinha proposto: Violência na relação entre jovens; 

José Manuel Pureza destacou que o percurso do CpC tinha de ser difícil após a rutura, mas o importante era sublinhar que somos um movimento que integra ideias de cidadãos com impacto na cidade, como se prova com a nossa campanha em prol da nova maternidade ou da arborização da cidade. Se é bom que a CMC tenha planos de arborização, não podemos contudo deixar de destacar o empenho dos cidadãos em resposta ao nosso apelo. Acrescentou que a cidade continua a ser disputada entre quem governa e entre quem quer governar, ser poder, fazendo exatamente o mesmo, como se pode ver na estratégia do aristocrático Movimento Somos Coimbra ou na estratégia do PSD;

Hector Costa salientou que este era um movimento rico, mas que tem de assumir-se e criar mais redes, criando um efeito de capilarização uma vez que em Coimbra há muitas comunidades sem voz. Temos de ser mais visíveis, concluiu;

Albertina Costa destacou que nos Olivais o CpC leva propostas concretas para a Assembleia de Freguesia. Só que a resposta normal é que nada se pode fazer. Outras forças fazem outras propostas mas a maioria abana a cabeça e o marasmo continua;

JGM destacou que a democracia local provavelmente estará muito longe de ser o que os legisladores verteram na Constituição. E por isso temos muito trabalho de pedagogia democrática a fazer. Precisamos de ir mais às reuniões das juntas e temos de intervir. Claro que o trabalho do CpC não se esgota nos órgãos de representação;

Paulo Saraiva aproveitou para secundar esta opinião e deu o exemplo da União de Freguesias de Ribeira de Frades e S. M. Bispo: quando o CpC falou na necessidade de arborizar a cidade, nomeadamente a alameda da Feira dos 23 o presidente da Junta disse que as coisas estavam bem assim. Só que entretanto mudou. Hoje há uma verba no orçamento dessa junta par arborizar a freguesia, nomeadamente a citada alameda da feira;

Joaquim Feio referiu a dificuldade de muitos munícipes acederem aos serviços devido à assustadora burocracia que impera; 

Victor Simões lembrou os diferentes mecanismos eleitorais do nosso país, considerando que têm de ser feitos pelos órgãos próprios mecanismos de alteração.

Adriano Lima salientou que nota um aumento de força no CpC e por isso saúda a anterior direção. Mas acrescentou que a força do movimento tem de virar-se para os munícipes. Por isso há que aproveitar o excelente caminho que se nos abre.

2. A segunda parte do Plenário começou com uma breve apresentação da Lista e com algumas considerações sobre o Programa da mesma.

Manuela Nobre defendeu que a cidade não é um conjunto de associação de moradores e que seria bom que a primeira coisa a fazer fosse valorizar o associativismo do CpC. A defesa de melhores transportes ou da arborização da cidade ou a defesa de mais e melhores transportes tem de inserir-se numa visão mais integrada da cidade.

José João Lucas defendeu a necessidade do CpC melhorar os seus processos de comunicação, tal como consta no final da proposta programática, salientando que aqui temos de crescer mais. Foi secundado nesta posição por José Vieira Lourenço e por JGM que lançou o desafio de triplicarmos o número de aderentes do movimento, conquistando mais pessoas dos diferentes locais do concelho. Acrescentou que não se trata de federar bairrinhos mas sim de criarmos os tais vasos capilares como defendeu o Hector Costa, aquilo que poderíamos chamar antenas vivas do Cpc. E aqui reside a força do CpC, nesta capacidade de alargar mais, com mais energia e genica. Concluiu que além de melhorarmos a comunicação temos de melhorar igualmente o aspeto financeiro.

Rui Calado destacou os aspetos já abordados e as diversas coisas que correram bem. Mas conclui que a comunicação nem sempre corre bem e que o facebook não pode ser a única via de comunicação.

Serafim Duarte disse que era compreensível estarmos a identificar aspetos menos conseguidos e que temos de assumir as nossas insuficiências e a nossa falta de militantes. Como está, acrescentou, são os mais disponíveis que têm de arcar com tudo. Por outro lado temos de priorizar quais são os verdadeiros problemas da cidade que as pessoas sentem e a nossa visibilidade tem de ser maior. Conclui que o que não sai na imprensa não acontece. Então só nos resta fazer acontecer, fazer ações concretas, visíveis.

JGM aproveitou para referir que o último ponto do programa fala de ações concretas para os próximos meses, nomeadamente uma proposta para uma ação concreta em 8 de Março, dia internacional da mulher. E por isso pediu voluntários para essa ação. Catarina Martins declarou-se disposta a aceitar este desafio reconhecendo que o CpC tem muito caminho a fazer. Considerou que a posição do CpC na questão da maternidade devia ter clarificado melhor o papel da mulher.

Miguel Dias aceitou o repto das propostas concretas e adiantou que fez chegar já à Direção do Cpc uma proposta chamada Linha E (Linha Escola). Trata-se de propor aos SMTUCs que criem uma linha dedicada exclusivamente às várias escolas da cidade, numa lógica muito diferente da lógica atual dos transportes escolares. (Como a proposta já chegou à direção, terá de ser discutida numa próxima reunião deste órgão).

O plenário encerrou com a votação, tendo antes JGM dado algumas explicações sobre a constituição da lista, salientando os motivos da sua renovação: alargamento a novos sectores; renovação etária. JGM teve também uma palavra de agradecimento a todos os elementos da anterior direção que agora não continuam nesta lista, por razões compreensíveis: Paulo Pereira; Sílvia Franklim; Carlos Marques e Paula Duarte.

No final do Plenário a presidente da Mesa, Clara Moura forneceu os resultados da Votação: Votaram 42 pessoas; 39 a favor; 3 votos brancos. 

 

Notas de Síntese elaboradas por José Vieira Lourenço

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